Gols OFICIAIS; passando a limpo a polêmica
Gols OFICIAIS passando a limpo a polêmica
O pesquisador e colecionador Marcelo Lucio Fernandes junto com o jornalista Fernando Ribeiro resolveram passar a limpo essa História de gols OFICIAIS e como tudo isso começou, vejam abaixo uma série de documentos mostrando como a História foi ALTERADA de maneira absurda.
No ano de 2007, a revista Placar criou polêmica na edição 1304, lançada em março, com a seguinte publicação: Romário 1000 gols? Nem a pau! A revista fez pesquisa minuciosa para mostrar, com provas, que o Baixinho estava perto dos 900 gols - diferente das afirmações do mesmo, que insistia em dizer que estava próximo do milésimo gol.
Na edição seguinte (1305), a Placar fez um especial comparando os gols de Pelé e Romário em competições oficiais.
Sempre é bom colocar à limpo todos os gols da carreira de determinado jogador, seja em amistosos ou por seleções, mas o que vem acontecendo é um desserviço à história.
Não se pode transformar uma partida amistosa oficial em simples jogo treino.
No caso dos clubes, quando as regras da organizadora do futebol mundial, a FIFA, são respeitadas - onze jogadores profissionais de cada lado, medidas oficiais do campo, súmula, uniformes oficiais, árbitro, bandeiras, trata-se de uma partida oficial.
Este modismo, de categorizar os amistosos como jogos-treino, foi criado sabe-se lá por quem e tornou-se verdade absoluta entre alguns jornalistas e, principalmente, nas redes sociais.
A moda do momento é que existe, agora, um artilheiro para o “novo Maracanã”, como se tudo o que foi feito no estádio desde sua inauguração, em 1950, até a reforma, em 2014, fosse apagado e jogado no lixo.
As redes sociais potencializaram a voz daqueles que estudam, se informam e procuram a verdade, mas também deu voz àqueles que propagam dados sem ao menos fazerem uma rasa pesquisa. Em maio de 2000, a revista PLACAR fez edição histórica, revelando gigantesca e inédita pesquisa sobre os 50 maiores artilheiros da história do futebol brasileiro.
Comandado por Celso Unzelte, o levantamento deixa claro na primeira página: na Europa, alguns clubes levam em consideração apenas gols em competições.
Claro, é muito mais fácil levar em conta apenas gols marcados em campeonatos, afinal não se torna necessário pesquisar o dia-a-dia da carreira de um jogador como Pelé, que atuou por 21 anos.
A preguiça jornalística fala mais alto para alguns.
Alguns clubes, como Barcelona e Real Madrid, levam a sério todos os jogos oficiais, sejam eles por competições ou não. Veja abaixo um breve resumo sobre o assunto. Cabe lembrar que essa transformação de jogos amistosos em partidas NÃO OFICIAIS foi invenção de jornalistas, pois em nenhum documento a FIFA indica que números e dados estatísticos em jogos amistosos não podem ser contabilizados, apenas quando as regras pré-definidas não são respeitadas. Um caso emblemático é o amistoso entre Bélgica e Luxemburgo, disputado em 2014. Quando os belgas fizeram a sétima substituição, a FIFA automaticamente determinou que aquele jogo seria considerado um jogo treino e as estatísticas não seriam oficiais.
Romário, 1.000 gols ? nem a pau ! o baixinho estava perto dos 900 gols ,diferente da afirmação do mesmo que insistia que estava próximo dos 1.000 gols
Placar considera quatro gols em jogos festivos de Romário, assim como fez com Pelé e Zico.
Em todas essas ocasiões, os jogos foram disputados por jogadores profissionais. São eles: SEL. DA AMÉRICA DO SUL 4 X 3 SEL. DA EUROPA, 8/11/1995 (3 GOLS) SEL. CARIOCA 1 X 1 SELEÇÃO PAULISTA, 10/10/2004 (1 GOL) Outros três jogos festivos em que o Baixinho contabiliza seus gols não são considerados. O primeiro é de 1993, quando Romário jogou com a camisa do América numa despedida do ex-atacante Luisinho Lemos. O jogo não teve súmula e contou com vários amadores. Em dois jogos na Europa, vários jogadores já aposentados estiveram presentes. Os outros cinco gols que fez foram pela seleção do tetra em amistosos contra combinados mexicanos. Os dois times, porém, foram formados por ex-jogadores.
Segundo historiador do Vasco, Gustavo Cortês, alguns critérios adotados pelos historiadores diferem jogos oficiais de “casos especiais”, como esses que entram nas contas de Romário. Nos casos especiais, o clube jogou com uma equipe mista, formada por juniores e reservas e que muitas vezes era completada apenas com Romário e Dinamite só para que o cachê fosse maior. Em outros casos, os jogos não tiveram caráter oficial, já que o Vasco entrou sem uniforme de jogo ou ainda porque a partida não teve 90 minutos
Na edição seguinte N°1305 / ABR 2007 a Placar faz uma outra reportagem afirmando que Romário era maior que Pelé em gols em competições oficiais
Pois é, Romário, é com você que quero falar. Sei que não quer conversa. Quando soube que nosso fotógrafo Daryan Dornelles trabalhava para a Placar, você o deixou clicando sozinho. Menos mal que ele conseguiu a foto, uma única, que está na capa desta edição. Menos mal que você marcou naquele domingo três golaços contra o Madureira e ficou feliz da vida. Pois é, Romário, queria dizer que torcemos por você. Você faz parte da história da revista. Ganhou Bola de Ouro, Chuteira de Ouro (três vezes). Você ficou uma arara com a lista que fizemos de seus gols. Até entendo sua indignação. Aos 41 anos, tem a chance de ser o segundo homem a marcar 1 000 gols na história do futebol e vem uma revista dizer que 106 desses gols não valem? Desculpe o mau jeito, Romário. Placar só virou uma marca de credibilidade porque nos últimos 36 anos nunca abriu mão da correção. E você inclui em sua conta 77 gols marcados como infantil e juvenil. Aí não vale, Romário. Também não se podem contar 29 gols em partidas festivas jogadas sem juiz, súmula, uniforme ou tempo regulamentar. Quando o pesquisador Severino Filho me contou que concluiu uma pesquisa mostrando que você poderia passar Pelé em gols marcados em competições oficiais, confesso que vibrei. Pelo que fez nas pequenas áreas, você merece o topo de algum pódio. Só será preciso um último esforço. Depois do milésimo gol (na sua lista, claro), você precisa de mais três golzinhos para superar Pelé (Sérgio Xavier, editor da Placar)
Nem Pelé, nem Romário. Nenhum deles chegou (ou chegará) ao milésimo gol. Mas, antes que você pergunte sobre o pênalti cobrado pelo Rei do Futebol, naquele Santos x Vasco da Gama de 1969, ou sobre a estatística do Baixinho, que insiste em contabilizar 998 gols (até 18/3) na caminhada para o seu “milésimo”, a Placar trata de explicar: esse novo parâmetro, oficialmente, coloca os dois maiores goleadores do país em situação bem semelhante. Para chegar a essa conclusão, a Placar utilizou-se somente das competições oficiais, promovidas pela Fifa, pelas confederações continentais e nacionais e pelas federações. Assim, foram colocados, frente a frente, os gols em jogos oficiais de competição. E descobrimos: Romário tem motivos muito mais nobres para marcar seu fim de carreira, não precisando recorrer a jogos de categoria de base ou amistosos fabricados com o fim específico de aumentar a conta de seus gols e chegar aos 1 000 — como tem feito. Diante dos números oficiais, a condição de goleador máximo do futebol em toda a história, que Pelé ostenta até hoje, agora está seriamente ameaçada por Romário. Entre 1957 (quando marcou seu primeiro gol oficial, no Campeonato Paulista) e 1977 (quando assinalou o último, no Campeonato Norte-Americano), Pelé totalizou 720 gols em jogos de competições oficiais. Romário, que ainda está disputando o Campeonato Carioca e a Copa do Brasil, totaliza 716 gols entre o primeiro (em 1985) e o último (em 18 de março, no jogo contra o Boavista). Só quatro gols separam o Rei do Baixinho.
Placar criou critérios próprios, inventou regras e influenciou (e influencia de maneira negativa até hoje) em separar os gols por competições, amistosos , torneios etc.. É aceitável, porém não é CORRETO transformar gols em ''competições'' em gols oficiais e os gols em ''amistosos'' em gols não oficiais.
Antes dessa matéria, em 2007, os gols de Pelé e de centenas de outros grandes jogadores nunca foram contestados. O fato de separar os gols em competições, sem autorização ou chancela de nenhum órgão oficial do futebol, transformou esse critério de Severino Filho em algo “OFICIAL” por outras publicações estrangeiras e milhares de blogueiros mundo afora.
Para FIFA, todas as partidas disputadas sob as suas regras, homologadas por federações locais ou nacionais, com súmula e jogadores profissionais, são oficiais. Não existe outro conceito de “oficial”... é isso que alguns mal-intencionados insistem em distorcer.(Juca Silveira)
Assim, inventaram o “ARTILHEIRO DO NOVO MARACANÔ, ignorando os gols de todos os jogadores de 1950 a 2012. Edmundo ficou pistola com razão, modismos são inventados todos os dias, sem pé nem cabeça, e jogados na mídia como se fossem regras oficiais chanceladas pela FIFA.
https://www.youtube.com/watch?v=yl6FhWgKfdE&t=107s
Daqui a pouco, vão dizer que o Brasil não é pentacampeão do mundo, apenas venceu três Troféus Jules Rimet e duas Copas do Mundo. Cenas dos próximos capítulos. Depois da publicação da Placar, em março de 2007, várias publicações internacionais entraram na onda.
A revista argentina El Gráfico não perdeu tempo e em 14/04/2012 fez o seu ranking no mesmo molde da Placar: ficou estabelecido que não seriam levados em conta os amistosos entre clubes, torneios organizados por clubes, torneios de verão ou inverno, partidas de pré-temporada, jogos que não envolvessem o time profissional e duelos festivos. Gols marcados nas seleções juvenis não foram computados, como também em partidas de seleções contra equipes.
A influência NEGATIVA segue sua rota:
vejam o efeito de uma pesquisa feita pela metade que virou fonte de outros jornalistas sem tempo para pesquisasa publicação argentina foi ''menos injusta'' que a placar e incluiu os gols em AMISTOSOS de Pelé pela seleção em sua pesquisa
a ''PENEIRA'' da Placar faz escola !!!!
Mas a Placar prefere PENEIRAR esses gols ???!!! contabilizando o que chamamos de GOLS RELEVANTES !!!??? (o que é um gol relevante ?) Partidas irrelevantes contra adversários do calibre de Milan,Real Madrid,Barcelona,Internazionale, seleção da Tchecoslováquia vice campeã do mundo em 62 não podem ser contabilizados, assim como os 154 gols de Pelé contra clubes e seleções européias em amistosos oficiais não podem ser levadas em conta por critérios próprios, GOLS DO MESSI EM AMISTOSOS PELA SELEÇAO PODE !!! gols do Pelé em amistosos pelo Santos nao pode ????!!!!!














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